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As perspectivas para investimentos no mercado imobiliário em 2019



Mercado

Mesmo em meio a determinadas incertezas que o Brasil vive atualmente, as perspectivas são otimistas para o mercado imobiliário em 2019 por diversos fatores.

Portanto, se você já está planejando a compra do seu imóvel para morar ou para diversificar a sua carteira de investimentos, neste post preparamos algumas informações importantes sobre esse tema e que explicam o porquê desse otimismo do setor.

Sobrarão bilhões em recursos para financiamento imobiliário em 2019

Dois fatores importantes contribuíram para a expectativa de reaquecimento do mercado imobiliário em 2019: a lenta retomada do crescimento — que fez com que os brasileiros guardassem mais dinheiro e paralisassem as grandes compras por um período — e a redução da taxa de juros Selic, que fez diminuir os juros dos bancos para o financiamento dos imóveis.

Nesse sentido, de acordo com estimativas da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), essa lenta retomada e a resistência do consumidor gerou a quantia de R$ 114 bilhões em recursos extras para financiamento imobiliário.

“Teremos, nos próximos dois anos, uma liberação de recursos da ordem de R$ 239 bilhões. O financiamento imobiliário, na melhor das hipóteses, vai chegar a R$ 125 bilhões. Ou seja: vão sobrar R$ 114 bilhões no sistema inteiro”, afirmou o presidente da Abecip, Gilberto Duarte, em entrevista ao portal de notícias Gazeta do Povo.

Mudanças na concessão do crédito imobiliário em 2019

Bom, levando em consideração que os bancos concedem financiamentos para a compra de casa própria utilizando o dinheiro da poupança dos brasileiros, e que 65% desses recursos são obrigatoriamente destinados a isso, a partir de 2019 haverá uma mudança.

Desse total de recursos obrigatórios para a liberação de financiamento, 80% deles poderão ser livremente empregados em outras linhas de crédito imobiliário — e não apenas para o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), como é feito hoje. Nesse caso, o dinheiro também pode ser destinado ao Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e também para financiamentos populares, como é o caso do “Minha Casa, Minha Vida”.

Lembrando que no SFH, os prazos de pagamento são mais longos (de 10 a 35 anos) e os juros relativamente mais baixos, em torno de 9% ao ano, com um limite de 12% — mas em 2019 esse limite deixa de existir a partir de janeiro para financiamentos que não utilizarão recursos do FGTS, e sobre isso explicaremos mais adiante neste post.

Perspectiva de Novas regras do FGTS começam a valer no mercado imobiliário em 2019

Outra boa notícia que deixa mais otimista o mercado imobiliário em 2019 é a respeito das novas regras do uso do FGTS para a compra do imóvel.

Já até falamos sobre isso neste post aqui, mas vale lembrar que a partir do próximo ano o teto para os financiamentos via SFH (como é o caso do uso do FGTS) vão ser ampliados dos atuais R$ 800 mil para R$ 1,5 milhão.

Na prática, isso significa que os brasileiros poderão investir em um imóvel de maior valor, mas continuando a pagar juros menores via SFH — com um bom saldo de FGTS na conta, também é possível negociar essa taxa de juros.

Sistema de correção de prestações do financiamento muda em 2019

Bom, como dissemos acima, quem não utiliza os recursos do FGTS para financiar um imóvel terá um sistema de correção de prestações diferente a partir do ano que vem.

Hoje, pelo SFH, são utilizadas taxas de juros de, no máximo, 12% ao ano mais a chamada TR (Taxa Referencial) — que é calculada de acordo com a média dos juros dos títulos oferecidos pelos bancos, o CDB.

A partir de janeiro de 2019, os financiamentos que não utilizarem o recurso do FGTS poderão ser empregados os índices de inflação para atualizar as prestações e o saldo devedor, como, por exemplo, o IGP-M e o IPC-A. Na prática, isso significa que haverá um maior poder de negociação das condições de pagamento negociados entre as partes, já que não haverá mais o limite de 12% ao ano para os juros nesses casos.

Além disso, os chamados financiamentos populares, cujos preços dos imóveis variam entre R$ 250 mil e R$ 500 mil, terão um peso maior no acesso aos recursos dos bancos, pois as novas regras também facilitam que esses bancos destinem parte dos recursos da poupança a imóveis com esse perfil.

Bom, depois de todas essas informações, mudanças e expectativas, deu para perceber que o mercado imobiliário em 2019 será ainda mais aquecido, não é mesmo?

Então, prepare-se e leia este post aqui com tudo o que você precisa saber antes de contratar o seu financiamento. Até a próxima!


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